Ésta figura sorridente que aí vemos emoldurado na bandeira do Rio Grande, prepara-se para no Dia 20 de Setembro, com o orgulho de ter nascido em Uruguaiana, comemorar a data em grande estilo com um baita churrasco feito a capricho. Devidamente pilchadonão, vai rolar muita música crioula e versos de Jayme Caetano Braun pra valer.Certamente não vai precisar se socorrer no Manual do Churrasco, receitas que estão coladas logo abaixo de seu sorriso "farrapo" - como bom fronteirista que é. Um certo dia, o índio deu de mão na sua mala de garupa, montou num ônibus de linha e se foi a lá cria, dando pinote, "ganar algunas platitas" que não conseguiu em seu pago. Deu com os costados em São Paulo, onde é feliz casado com uma "india" paulista mais linda do que maça de amostra.Agora, com a guaiáca bem forrada, Rubens Jolotujin, é como se chama o xirú-da-informática, têm sua NetRádioEsperança corcoveando de sucesso e o seu blog - Zolotujin.blogspot.com - estourando de visitas, cujos objetivos maiores são os de poder ajudar as pessoas com músicas de mensagens espirituais positivas e informações de auto-ajuda e sociais ELE MERECE !
Foi um tempo que ficou na saudade. O programa GR-Show tinha a duração de 4 horas em todos os sábados pela TV Gaúcha - Canal 12. Sempre com lotação esgotada e as presenças de grandes artistas da música popular brasileira, internacional, os valores e calouros do Estado. Era um dia de festa! Distribuiçao de prêmios, brincadeiras e outras atrações. Na época poucas estações de televisão se davam ao luxo de produzir um programa tão longo, que só saiu do ar devido a formação das Redes de Televisão. A Gaúcha passou a ser afilhada da Rede Globo, daí... Foi quando a Globo tentou me levar, mas tive mesmo ficar no sul. Filho único de seu João e dona Carolina Camargo Tanger dos Reis eles não quiseram me acompanhar, então não fui. Desde então, os programas de auditório na TV, desapareceram do ar.
AGORA, NINGUÉM LEMBRA DOS PROGRAMAS AO VIVO DOS ANOS 60.
Tive o prazer em receber no meu programa Sem Fronteiras de todos os sábados à noite na Rádio Gaúcha, o Engenheiro de Comunicações, Vitor Dham.Tenho a honra de sua sintonia obrigatória em todos os fins de semana.Foi, desta maneira, o rádio e depois a Internet, que nos aproximou, ao ponto de hoje eu poder dizer de que somos bons amigos na base do imeil vai, imeial vêm. Vitor Dham é atento a tudo e o tango não foge às suas preferências musicais. É dele a iníciativa do texto abaixo, que certamente, atrairá os leitores do meu blog.
Agradeço esta sua gentileza, bem assim como os PPS, Fotos e Informações Gerais que me envia.
UMA BREVE HISTÓRIA DO TANGO
Transcrito baseado num texto de uma revista no restaurante Tancat de Buenos Aires.
Não há noite em Buenos Aires que não se dance o tango. De 2ª a 2ª feira sempre em algum lugar da cidade sempre ouve-se soar uma melodia com ritmo 2 por 4 enquanto que 2 bailarinos entrelaçam seus corpos. Podemos dizer que existem tantas formas de abordar o tema tango como são as noites portenhas.Desde pistas de milongas até espetáculos de primeiro nível com bailarinos amadores e profissionais sempre dispostos a encarar os passo complexos da dança e também a ensinar seus segredos desta coreografia popular que cresceu e se alimentou da história de Buenos Aires.
O tango nasceu nas margens dos rios e orlas dos cais da cidade de Buenos Aires, num faixa de casarios marginais junto ao porto no fim do século XIX, efervescente de uma mistura de imigrantes recém desembarcados dos navios, vivendo numa região tipicamente portuária.
No começo a dança, tango, era uma coisa de homens. Entre eles dançavam como uma continuação de suas brigas e atritos de "cocheira" e assim solucionando as diferenças. Com este carimbo particular, o tango na origem era rechaçado pelos círculos sociais mais prestigiados. Consideravam uma dança proibida.
Mas a marginalização perdurou até que as mulheres entraram nas pistas e sua presença deu ao tango a categoria de dança sensual e passional o que selou definitivamente seu estilo.
A origem do tango como dança se amparou no Candoble, ao ritmo de tambores que percutiam os escravos negros que chegavam da África. Alguns passos dos dançarinos se detectam a influência dos ritmos da habanera cubana.
A dança basicamente é sintetizada em quatro passos.
O homem sempre começa a dança com o pé esquerdo. A mulher se comporta como o reflexo de um espelho, com o pé direito. O homem é quem sempre tem a iniciativa do controle da dança. Os contatos com sua parceira é feito no enlace a cintura e toques firmes das mãos. O segredo das técnicas individuais se aprimoram com a sedução, com longos abraços dos bailarinos. Os torsos e as cabeças permanecem juntas enquanto as pernas projetam figuras no chão.
Os movimentos sempre acompanham a melodia e no mesmo ritmo como é feito com as outras danças. A direção dos giros sempre segue o sentido dos ponteiros do relógio.
Os bailes tangueiros atuais, seguem os mesmos moldes de décadas atrás. Esta forma de dança é hoje conhecida como tango de salão.
Esta forma de viver o tango sofreu um impasse na década de sessenta quando as orquestras tradicionais cederam os estrados à músicos como Astor Piazzola.
Até àquele momento o tango havia tido outras figuras. Entre elas se sobressaiu, sem dúvida, Carlos Gardel. Uma década depois de sua morte, surgiram os grandes poetas das letras tangueiras; Enrique Santos Discépolo descreveu o caos social em sua "Cambalache" um tango que parece descrever as idiossincrasias argentinas.
Nas listas das grandes letras musicadas dessa época também figura Homero Mariz. As orquestras que mais se destacaram na época, e que incorporaram os novos conteúdos de letras tangueiras destacou-se a de Anibal Troilo e Osvaldo Pugliese.
Foi nos fins dos anos 80 que se produziu uma reavaliação destes conjuntos musicais e com elas atiçou o furor pelo tango por parte da juventude Argentina o que acabou jogando literalmente nas pistas. Dez anos depois, o tango floresceu em nível internacional. Sem dúvida o êxito das companhias de dança argentinas em seus giros internacionais ajudaram este ressurgir Com o conteúdo tangueiro ocorreu algo parecido. As letras do tango que colocavam as mulheres no centro da cena, voltaram a serem revalorizadas com a chegada da jovem guarda que aprendeu com os grandes intérpretes como Roberto Goyeneche. A melancolia da "dor do cotidiano" ou a triste previsão que anuncia e afirma que " o hoje reproduz o meu passado" fazem ecos nos roqueiros, que começaram também a gravar tangos.
O resultado desta fusão refletiu-se nestes tempos em várias bandas de músicos jovens tradicionais com os seus instrumentos eletrônicos, interpretando tango. Entre as novas figuras tangueiras, com a sua voz rouca, destaca-se Adriana Varela e a excelência musical de Rodolfo Medeiros. Se o que se quer ouvir são boas orquestras a recomendação aponta a El Arranque ou a pequena orquestra Reincidentes.
Todas estas correntes confluem simultaneamente nas noites de Buenos Aires a cidade que também tem o seu próprio Campeonato Internacional do Tango, ( de 17 à 27 de agosto de 2006, http://www.mundialdetango.com.ar/index2.php) um evento que congregam dançarinos de todo o mundo Lá se observa os "cortes" e "requebros" com diversas nuances. Uma paixão tangueira é que faz com que este evento seja algo singular e inigualável, não importando de que país se chegue.
CINCOENTA E TRÊS ANOS DE GLÓRIAS
São milhares de eventos em aproximadamente seis décadas atuando pelo interior, Região Sul e países do Cone-Sul. Contratos com Rádio Gaúcha, Farroupilha e TV Piratini e 15 discos gravados, todos bem recebidos e dentro da especialização do conjunto: música para ouvir e dançar. Dia 23 de junho no Círculo Militar, acontecerá um jantar-dançante e a boa nova é de que o jornalista Marcello Campos acaba de concluir livro sobre a história do grupo. A obra anda em busca de patrocínios. Interessados em apoiar o projeto basta clicar em notícia@portoweb.com.br. A foto colorida apresenta os "novos rapazes" de Norberto Baldauff.PALMAS PRA ELES QUE ELES MERECEM!
Com o aval do sucesso, outras necessidades foram surgindo. Foi quando Norberto Baldauff sentiu que deveria acrescentar: um cantor e um ritmista. Bingo. Na mosca! Na foto, a segunda formação..
CONJUNTO NORBERTO BALDAUFF 53 ANOS DE MÚSICA
Nesta quarta-feira (17), o conjunto de mais longa duração (prováverlmente) em atividade, comemora 53 anos de atividades. Do quinteto, apenas estão atuando, Norberto Baldauff (o primeiro) e Raul Lima, (o terceiro) os demais estão aplaudindo lá do céu.
SILÊNCIO DOS TAMBORESO mundo musical de Porto Alegre, familiares, colegas e amigos, ficaram enconsoláveis com a morte do baterista José Barreto Baptista, (deitou e não acordou mais), conhecido como Zézinho, destaque da orquestra de Karl Faust, famoso maestro vinda da Alemanha para atuar no rádio gaúcho. No dia de seu sepultamento no São Miguel e Almas (14), alguns de seus antigos colegas de música, mais chegados, foram levar as suas sentidas despedidasa a ele e seus familiares: Guilherma Braga e esposa, Giovani Berti e esposa, Ruy Barros, Roberto Gianoni, Giovani Porzzio, Sebastião Pereira e este aniversariante que o está abraçando (foto), na festa realizada no Barranco em 24 de outubro de 1997.QUEM PARTE LEVA SAUDADE DE QUEM...
SOCIEDADE AMIGOS DE TRAMANDAÍ - 1963
A SAT, realizava o Encontro da Bossa Nova e Jazz para angariar fundos para o hospital da cidade.Os músicos e cantores de Porto Alegre garantiram o sucesso. Convidado para animar o encontro, não poderia deixar de aceitar. Foi uma agradável surpresa! Sucesso de público e artistico, comprovando a qualidade dos artistas da capital gaúcha. Mas, a grande surpresa da noite, estava reservada para a presença de um jovem pianista, que pela primeira vez dedilhava as teclas do piano aos olhos atentos dos colegas profissionais. Tão surpreendente foi sua performance, que acabou recebendo a indicação de A Revelação do Encontro. Seu nome: Geraldo Flach, que com o decorrer dos anos, se tornaria uma referência do Estado para o País e eu, acabei padrinho de seu casamento. Viram no que deu o show?
PALMAS PRO GERALDO QUE ELE MERECE!
AMIGOS E COMPANHEIROSO cantor Fernando Collares, quando do lançamento de seu CD em Porto Alegre, fez questão de receber o gaúcho honorário, Tito Madi, cuja canção, Rua da Praia de sua autoria, fora incluida em seu disco. Como se não bastasse a sua honrosa presença no lançamento, Tito brindou aos convidados e amigos de Fernando Collares, com algumas de suas famosas canções e acabou convidando a Luiz Mauro (foto) que cantasse com ele. Era de se ver a alegria de Tito, que têm um carinho especial por Porto Alegre e todo o Estado gaúcho. Revê-lo e ouví-lo interpretar suas belas melodias e inspirados versos, (seus grandes sucessos), foi matar a saudade de um grande artista e de um grande amigo. Todos ficaram muito contentes e felizes. O Tito também!
PRA VER O BLOCO PASSAR
Era mais uma grande noite de carnaval no Petrópole Tenis Clube. Enquanto nossas esposas "ficavam de olho" no que os seus "garotos" aprontavam no salão, o cordão dos puxa saco fervia... e cada vez, aumentava mais. Puxavamos forte o refrão: Chiquita bacana lá da Martinica... Eu ainda inventei uma fantasia de romano, mas o amigo Ivo Freiberg, botou uma camisa floreada e saiu por aí. Eu dava um dedo por um folia carnavalesca. No auditório da Rádio Farroupilha, em plena semana de carnaval, eu
combinei com os cantores, músicos e a direção da Rádio Sequência, que faria um festa, onde apenas às músicas de carnaval seriam cantadas e executadas. Pedi aos cantores que viessem fantasiados e o mesmo pedido fiz para os músicos e locutores. Foi uma loucuuuura! O Pinguinho fantasiado era o tipo mais engraçado que se podia imaginar. Almir Ribeiro (Roncador), locutor do horário com sua voz de trovão, era outra atração. Aliás, os artistas precisavam disso, é que circulava um zum zum zum de que o auditório iria fechar, porque a Rádio Farroupilha estava acabando com seu elenco. Foi uma espécie de despedida dos cantores, músicos, rádio-atores, locutores, animadores (eu), maestros, redadores, contra-regras, um mundo de profissionais. Nunca vou esquecer do abatimento dos colegas. Sucumbia em nome do "progresso" e "modernidade" a Rádio Farroupilha, canal livre internacional, uma das mais poderosas Rádios do Brasil. A "festa" e as fantasias pertencem ao passado, mas a emissora mais popular do Estado, ainda é lembrada com saudade e emoção, como sinal de uma época de ouro
da radiofonia gaúcha. Chiquita bacana lá da Martinica.
MINHA NOVA PAIXÃOBrilhando na foto, a netinha Carolina (7) demonstra sua intimidade diante do microfone e flash do fotógrafo. Quem sabe uma comunicadora não será o seu
caminho ou uma publicitária? Só o tempo dirá!
Hoje, Carolina (17), cursa a faculdade de publicidade e propaganda. O registro é do Festival de Encantado e flagrou o Térson Praxedes (diretor de palco), sorridente
e atento ao bate papo pela Gaúcha, da neta com o avô.
AS RECOMPENSAS
Se há alguma recompensa significativa em minha vida profissional como homem de rádio, esta está ligada diretamente às amizades e considerações, recebidas durante os anos em que realizei a cobertura dos eventos da cultura gaúcha. Foram muitos festivais, festas, desfiles, concursos, bailes, gineteas e tanto mais. Conheci tantas querências, antes nunca imaginadas e em cada uma delas, fiz e deixe queridas amizades, que perduram ainda hoje, felizmente. Um saldo altamente positivo para quem nasceu urbano, mas vibrando ao sentir se revelar em suas veias, a gigantesca força terrunha vinda de seus queridos pais: João (Cachimbinhas e Carolina (Bagé). Minha alma gaudéria, nasceu, certamente, do ventre da pampa. Sou um misto de homem urbano-campeiro, daí a facilidade com que assimilei com naturalidade, toda uma cultura que permanecia adormecida em mim. Dou graças a Deus por tê-la reencontrado nas minhas andanças pelas querências, afora. A imagem da medalha aqui estampada, a do Mérito Literário Aureliano de Figueiredo Pinto, diz bem do meu sentimento de gratidão a Associação dos Pajadores e Declamadores e a seu presidente, Moisés Silveira de Menezes, que me honraram com tamanha distinção em 30 de janeiro de 2004. Viva o Rio Grande!