O CARA:.Sou um homem Rádio aguardando apenas a chegada da Rádio Digital para penetrar em nova era da comunicação. Orgulha-me dizer que já fiz de tudo um pouco, inclusive Televisão, no Canal 12 TV Gaúcha, em que comandava meu programa GR-Show, ao vivo, com duração de 4 horas, aos sábados a tarde. Para falar francamente, o meu mundo é a Música e a Comunicação, tendo iniciado na Rádio Difusora, passando depois para a Farroupilha e depois para a Gaúcha onde permaneço até o presente, animando meu programa, SemFronteiras, em todos os sábados das 21h35min até a zero hora. Vou adotar um nova postura profissional... Vou rasgar a máscara da timidez e vou escrever muito na primeira pessoa; revelar fatos de meu passado e de outrens, nesta minha mais recente experiência, que é este meu BLOG. Conto com sua visita e apoio. Obrigado pelo prestígio. Todos os dias espero por você aqui. Tenho a certeza de que não se arrependerá
(N) 3/10/1915 - (M) 7/8/1978
A foto registra a visita que Orlando Silva fez ao meu programa na Rádio Farroupilha. O Cantor das Multidões disse que não costumava caitituar suas gravações. Que sómente foi ao meu programa, porque lhe disseram que eu era seu admirador. Mostrei-lhe uma antiga revista em que se lia abaixo de sua foto: "Ao meu grande amigo, Glênio Reis, com amizade e todo o reconhecimento de Orlando Silva". Seguia-se a assinatura do cantor. Quando o Orlando viu a dedicatória e a sua assinatura, ficou com os olhos marejados de emoção por ter reconhecido, que a assinatura não era a sua, nem a dedicatória. Fui eu quem as falsificara há muitos anos passados, antes de sua visita ao meu programa.
Minha primeira visita a antiga Rádio Nacional do Rio de Janeiro, foi completamente acidental. Não era meu projeto naquele momento ir conhecê-la. Estava de taxi quando o motorista ligou o rádio e o locutor anunciava a atração: o programa de auditório, Manoel Barcellos, com as presenças dos maiores ídolos da música brasileira. Pedi ao motorista que ele voasse para a Nacional. Lá chegado o auditório estava apinhado. Não cabia mais ninguém. Dei uma cantada no porteiro dizendo que era do sul e que estaria regressando na manhã seguinte a Porto Alegre. Ele educadamente me fez entrar. Foi nesse dia que conheci pessoalmente, Orlando Silva. Fui tão convincente no meu blablablá com o Cantor das Multidões, que acabei sendo convidado por ele para almoçarmos juntos: Orlando, sua esposa e eu. Imaginem a minha satisfação! Orlando pediu para mim, um polvo bem caprichado com tudo mais que tinha direito o bicho feio-do-mar. Fiz um baita fiasco que até hoje morro de vergonha. Eu mordia e mordia o desgraçado do polvo e não conseguia triturar a sua carne, que mais parecia de borracha do que de peixe (prato caríssimo). Orlando volta e meia perguntava: "como é gaúcho, tá gostando?" Eu dizia que estava maravilhoso! Quando o casal conversava e se distraia, eu colocava a mão na boca, retirava o polvo e colocava nos bolsos da calça, disfarçadamente. Enchi os dois bolsos com o desgraçado do polvo.Eu não podia fazer fiasco na frente de meu ídolo, tinha de deixar o prato limpo, não deixar sobrar nada. Antes de me despedir e agradecer pelo excelente almoço, fui ao banheiro onde joguei fora o maldito do polvo (nunca mais), limpei os bolsos e retornei a mesa. Apesar deste contratempo, o almoço foi um sonho nunca imaginado: Orlando Silva, Lourdes e eu. Foi bom demaaaais!